quinta-feira, 14 de julho de 2011

Patética Satisfação

E quando a noite cai
Minha ilusão acontece
O impossível eu crio
O possível... Já não me satisfaz

A penumbra me chama
Um lugar sórdido
Que me convém ficar

O meio de dois pontos
Me beneficia
Por não me sentir tão sozinho

Ali, as palavras me vêem
Tão fáceis... Tão simples

Fecho meus olhos
E começo a escrever
O êxtase surge,
Pois não há nada
Do que lembrar ou esquecer

Não há nada que influencie minhas palavras
(pelo menos não nesse poema)

Elas me vêem
Tão fáceis... Tão simples...

E mesmo sendo tão inútil
Ou sem importância
O lápis e o papel
São as únicas coisas que me saciam

Quando uma linha termina
A de baixo esta ansiosa para sentir minhas palavras
Elas me dão seus espaços
E eu os preencho

Quando as toco
Posso me criar,
Posso me destruir,
Posso me apagar...
Apago,e me refaço

Faço-me sombrio, bobo,
Misterioso... Inocente,
Enigmático ou fleumático;
Tudo que quero ser... Sou
Tudo que está ao meu alcance ser... Sou.

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